Viva a Vocação Laical
A Vocação Laical
Diante de uma era de transformações, rapidez e respostas pontuais, o Espírito Santo suscita um apostolado leigo fervoroso, dinâmico e humilde, para um tempo em que os filhos de Deus precisam se manifestar mais do que nunca.
Há uma corrida sendo travada no tempo, e compete a nós, neste tempo, dar as respostas necessárias.
A Igreja nasceu para tornar todos os homens participantes da redenção salvadora e, por meio deles, ordenar efetivamente a Cristo o universo inteiro (Apostolicam Actuositatem).
A missão que Cristo confiou à Igreja compete hoje também a nós levar a termo, não por nossas próprias forças, mas pela liberdade que obtivemos graças à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Evangelizar não é somente um dever, mas também um direito que advém da nossa união com Cristo Cabeça. Com efeito, inseridos pelo Batismo no Corpo Místico de Cristo e robustecidos pela Confirmação com a força do Espírito Santo, é pelo próprio Senhor que somos destinados ao apostolado.
Este apostolado exercita-se na fé, na esperança e na caridade, virtudes que o Espírito Santo derrama no coração de todos os membros da Igreja.
A perene juventude da Igreja, como nos ensina São João Paulo II, continua a manifestar-se também hoje. Após o Concílio Vaticano II, o Espírito Santo tem suscitado novas e renovadas expressões eclesiais, movimentos, comunidades e formas de vida consagrada, como sinais de Sua ação no coração da Igreja.
Existe na Igreja diversidade de funções, mas unidade de missão. Os leigos participam do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo e possuem um papel próprio e fundamental, com ações efetivas para evangelizar e santificar os homens e para impregnar e aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito do Evangelho: na política, na cultura, na ciência, na educação, no trabalho e em todas as realidades humanas.
A todos os fiéis incumbe, portanto, o glorioso encargo de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens.
Muitos me questionam se estamos ou não no fim dos tempos. Uma coisa é certa: o Evangelho do Reino deve ser anunciado a todas as nações (cf. Mt 24,14). E talvez nunca, em toda a história, tenhamos tido tantas ferramentas capazes de fazer a mensagem do Evangelho alcançar tantas pessoas e tantos lugares.
A nós, chamados ao apostolado leigo, cabe ter o coração cheio de gratidão a Deus por nos ter chamado a fazer parte do Seu Corpo Místico, por nos ter adotado como filhos e nos amado quando menos merecíamos. Ainda hoje, Ele nos cumula com a força do Espírito Santo para testemunhar Jesus Cristo e sermos instrumentos de libertação, cura e transformação desta nossa geração.
Não podemos assistir passivamente à história. Esta é a nossa hora. Esta é a nossa geração. Esta é a nossa missão.
Do altar para o resto.
Viva o apostolado leigo!